Estado diz que é comum haver atraso nas notificações da doença
A Secretaria Estadual de Saúde negou nesta quinta-feira (19) que o surgimento de 10.516 novos casos suspeitos de dengue, conforme boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (18), tenha ocorrido em apenas uma semana. De acordo com o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Alexandre Chieppe, o que costuma ocorrer é um atraso no processo de notificações de casos da doença.
Do segundo dia de janeiro até meados do mês de maio (14), foram registradas 95.931 notificações e 70 mortes. Chieppe admitiu que o total de óbitos devido à dengue nos cinco primeiros meses de 2011 já é maior que a soma das mortes registradas nos dois anos anteriores. Em 2009, 12 pessoas morreram no Estado. Em 2010, foram 43 mortes.
Ainda segundo Chieppe, as campanhas para prevenção da proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, são constantes. Mas ele diz que a população também tem de participar do combate à doença.
– A gente tem que mudar a cultura. Dengue está relacionada à inclusão de alguns hábitos como cuidados com o ambiente e evitar jogar lixo na rua. Acho que tem que haver uma conscientização tanto da população quanto das autoridades públicas para evitar a proliferação do mosquito e o aparecimento de criadouros. Temos que trabalhar na criação dessa consciência coletiva.
O boletim da Secretaria de Saúde do Estado divulgado ontem aponta que, dos 92 municípios fluminenses, 18 já registram epidemia de dengue. São eles: Bom Jesus de Itabapoana, Santo Antonio de Pádua, Cantagalo, Mangaratiba, Cordeiro, Guapimirim, Seropédica, Magé, Silva Jardim, Cabo Frio, Macuco, Iguaba Grande, Quissamã, Rio das Ostras, Angra dos Reis, Mesquita, Vassouras e Cambuci.

Fonte: R7.com